segunda-feira, 16 de julho de 2007

Pequeno balanço do Ciclo Guimarães

Pensei, no início do ano, que não conseguiria organizar um ciclo a altura do velho Guima, principalmente por não ser um estudioso do autor. Os ciclos foram passando e percebi que a vontade que todos tinhamos de ler Guimarães se tornou mais forte do que a necessidade de 'aprender' sobre ele. Lembro da descrição dos olhos sacis feita por Marlon; lembro da participação relâmpago de Alexandre e seu enciclopedismo rosiano; lembro do primo do Max comparando Guimarães a Sarney; lembro de Fabiano Morais abrindo o terceiro encontro dizendo que não gostou de Meu tio, o iauaretê; Lembro... A verdade é que o ciclo caminhou ao gosto do Rosa. Fomos conduzidos por suas palavras e nossas reflexões quase sempre esbarravam no elogio. Até que chegamos ao último encontro e lá estava, como prometido, a Professora Dalva Galvão. Miguilim era a bola da vez. Tinhamos um texto longo, não lido na íntegra por todos. Tudo propício a não render. E ela o fez. Cercou de palavras nossos pensamentos frouxos, alinhavou os momentos taqueopariu e construíu, através de uma emocionante leitura, o cenário mais perfeito para o desfecho de nosso momento rosiano. Miguilim fez com que percebessemos um pouco de tudo que vimos nos encontros anteriores e que olhássemos além. Vimos com Miguilim, se me permitem o trocadilho, que o bom mesmo é 'viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma.' Encerramos então o ciclo Guimarães Rosa percebendo que as histórias estão todas ditas. Já se falou de tudo, já se fez todo possível. A literatura, essa que chamamos assim por sabê-la assim, sempre nos revela algo novo em sua mesmice. Vide Borges. Saímos dos chapadões e do Mutúm para habitar as ruas do Rio de janeiro. Não, não é o Pan. São as veredas de Rubem Fonseca e sua arte de saber andar pela cidade.

3 Comentários:

Blogger Fabiano Morais disse...

bonito o texto, otavio. conciso na descrição do foi o ótimo ciclo guimarães, contra toda a falta de tempo geral e demais intempéries. sugiro, no entanto, uma revisada.
forte abraço e TMJ!

17 de julho de 2007 06:05  
Blogger Máximo Heleno Lustosa da Costa disse...

Diga lá, meu nobre mestrando. Numa troca de e-mails com o Fabiano, ressaltamos a compreensão e a gentileza de sua parte e da professora Dalva por nossas agendas - muito provavelmente, a nossa não é maior do que a da professora.

No que diz respeito ao ciclo como um todo, só posso te parabenizar pelo profissionalismo (esta é a palavra), pelo comprometimento não só com o projeto, mas com o autor apresentado.

Saí deste, certo de que, sem diminuir o valor dos demais, incluindo o meu, foi o mais estimulante dos ciclos.

A brincadeira chamada Conversando Literaturas apresenta bons valores para todos.

Grande abraço, Máximo.

17 de julho de 2007 11:10  
Blogger Máximo Heleno Lustosa da Costa disse...

Concordo com a revisão sugerida.

17 de julho de 2007 11:13  

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